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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Windows 7

O Windows 7 (em inglês, Windows Seven) é um sistema operacional da Microsoft atualmente em desenvolvimento, que será o sucessor do Windows Vista. Sua história começa com o lançamento do Windows Vista, onde a Microsoft já fazia planos para o lançamento de seu sucessor. O Windows 7 já recebeu no passado os nomes-código de Windows Vienna e Windows Blackcomb até ser batizado com seu último nome-código, que logo em seguida se transformou em nome definitivo do produto.
O pouco que se sabe sobre ele é que terá como base o Windows Vista e deverá ter o seu primeiro Beta Público no final de 2008.

Lançamento
Oficialmente, a Microsoft diz que o sucessor do Vista chega apenas em 2010. Entretanto, o Windows 7 teve uma versão pré-beta de avaliação distribuída para desenvolvedores durante a PDC 2008 (Professional Developers Conference 2008). A Microsoft, porém, não usa a nomenclatura Alpha para essa versão pré-beta. Esta versão Pré-Beta vazou na internet em sites de torrent e está se espalhando rapidamente.


(Steve Balmmer, atual presidente da Microsoft)

Recursos
Conforme disse Steve Balmmer: "ele será como o Windows Vista, mas muito melhor" em resposta a pergunta sobre a proximidade que ele teria com o sistema operacional atual. O Windows 7 deverá possuir os seguintes recursos:

- Interface gráfica melhorada
- Novo menu Iniciar
- Gadgets sobre o desktop, independentes da Sidebar
- Novos efeitos visuais do sistema com novos papéis de parede, ícones, temas, etc.
- Nova versão do .NET Framework
- Interface aprimorada para telas touch screen e multi touch
- Arquitetura modular, como no Windows Server 2008
- Faixas (ribbons) nos programas incluídos com o Windows, como no Office 2007
- Aceleradores como no Internet Explorer 8
- UAC personalizável
- Aplicativos extras, como Windows Photo Gallery, Windows Mail e Windows Movie Maker, não estarão mais presentes
- Home Groups
- Melhor desempenho
- Windows Media Player 12
- Gerecenciador de Credenciais
- Boot otimizado.

Imagens do Windows 7







E você o que acha do novo sistema operacional da Microsoft?

O processador Intel Core i7

Introdução ao processador Intel Core i7

O chip Intel Core i7 é o mais novo rebento de uma família de “gênios” da computação. O primeiro da linhagem foi o 4004, chip lançado em 1971 e usado numa das primeiras calculadoras eletrônicas. O 8008, de 1974, estreou num computador. Depois veio o Intel 8080, empregado num PC da IBM em 1982. Ainda nos “sobrenomes” de números, houve o 80826, depois o 80836 e o 80846. O “sobrenome” do Core i7 é Nehalem (o nome dado à arquitetura do chip).Apesar de serem todos da família Intel, os chips são muito diferentes de uma geração para outra. A capacidade de processamento do Core i7 é tremendamente maior. Enquanto o 8080 tinha 6.000 transistores, o Core i7 tem 731 milhões deles.


(Processador Intel Core i7)

Em relação aos chips atuais, o Core i7 tem a vantagem de suportar três canais de memória. Isso gera um ganho de desempenho de 50% em relação à arquitetura com dois canais. Cada núcleo de um i7 pode cuidar de duas tarefas (threads) ao mesmo tempo. Como ele tem quatro núcleos, o sistema operacional pensa que está trabalhando com oito núcleos.

A arquitetura Nehalem

A arquitetura Nehalem, a base da família de processadores Core i7, é considerada pela Intel um dos maiores avanços dos últimos anos e faz parte da filosofia “tick-tock” da fabricante. Explicando: o “tick” foi a mudança do processo de fabricação de 65nm (nanômetros) para 45nm. A primeira família dessa geração foi chamada de Penryn. O “tock” é a Nehalem – o redesenho interno do chip. O próximo “tick” é uma nova redução no tamanho dos transístores, que terão 32nm. Mas o que a torna tão especial, a ponto de arrancar suspiros dos apaixonados por tecnologia e até dos usuários mais fanáticos por desempenho?


(Processador Intel Core i7)

Antes de mergulhar nesse mar de bits, é importante entender um conceito fundamental. Quase todo processador pré-Nehalem possui um sistema de comunicação chamado FSB (Front Side Bus), ou barramento. Ele trabalha em uma frequência, medida em Mhz. Quando a CPU faz um pedido à memória (ei, cadê aquele cálculo que deixei aí?) via FSB, primeiro a requisição chega ao chamado North Bridge, um controlador próximo ao chip que faz a tradução do pedido para a memória. Depois o Bridge devolve a resposta, também decifrada, para o processador. Esse processo leva tempo (depende da freqüência de operação do FSB) e tornou-se um gargalo com a evolução das memórias, cada vez mais velozes.Um dos maiores pulos do gato da nova arquitetura foi trazer o controlador da memória, o tal North Bridge, para dentro do chip. A concorrente AMD já havia feito isso em sua linha A64, mas cometeu alguns erros de design fatais. A Intel aprimorou o conceito e aposentou o FSB. Os Core i7 têm dois barramentos: um para ligar o processador à RAM e outro de entrada/saída, que faz a comunicação com os outros dispositivos do micro. Assim, o desempenho melhora por dois motivos. Primeiro, porque agora há caminhos independentes para o tráfego de dados. Depois, porque o acesso à memória ficou mais veloz, pois o chip não é mais obrigado a conversar antes com um controlador externo, o North Bridge.O novo barramento se chama QuickPath Interconnect (QPI) e oferece dois caminhos (transmissão e recepção dos dados) para o chip se comunicar com outros dispositivos ou processadores – no caso de servidores com mais de um i7 instalado. O controlador integrado suporta três canais de memória. Cada canal pode ser formado por um, dois ou três pentes de memória RAM no padrão DDR3, o único aceito. Em resumo, isso gera um ganho de desempenho de 50% em relação à arquitetura com dois canais (dois ou quatro pentes), como é hoje. A expectativa é que muitas placas-mãe para i7 tenham seis bancos (slots), ou seja, três canais. Com isso, um consumidor extremamente exigente poderá ter uma máquina com incríveis 12GB de memória (6 pentes de 2GB). O ideal é instalar três ou seis pentes no PC, para gerar o máximo de desempenho.O desenho interno do processador também mudou. Os Core i7 são “single die” (blocos únicos). Dentro de cada bloco, ficam os quatro núcleos (cores), o controlador da RAM e a cache – uma memória de altíssimo desempenho junto aos núcleos. Há três níveis de cache. O L1 é separado para cada núcleo – 32KB para dados e 32KB para instruções, ou 256KB ao todo (64KB vezes 4). No nível seguinte (L2), há mais 256KB por núcleo, totalizando 1MB (1024KB). Por fim, o L3 de 8MB é compartilhado por todos.

(Processador Intel Core i7)

Essa hierarquia de memórias cache serve para agilizar o trabalho dos núcleos. As instruções mais urgentes vão para a L1. A L3 serve como uma cópia de segurança da L2, replicando os dados desta. Assim, se um núcleo precisa da mesma informação que outro, ele busca nessa biblioteca pública em vez de perder tempo fuçando na prateleira particular de outro core.Outro recurso interessante é o “Turbo Boost”. Ele permite que cada núcleo ativo aumente sua freqüência de operação, em incrementos de 133Mhz por vez, até atingir o limite térmico e elétrico determinado. Isso funciona tanto para colocar o processador a todo vapor, como para ele economizar energia quando não há muito trabalho. A idéia é que as versões do i7 para notebooks sejam capazes de zerar o consumo dos núcleos desocupados.Cada núcleo de um i7 pode cuidar de duas tarefas (threads) ao mesmo tempo. Assim, o sistema operacional pensa que está trabalhando com oito núcleos. Isso é especialmente útil com aplicativos desenvolvidos para dividir as tarefas entre eles. Por fim, mudanças no modo como os núcleos tratam as instruções (as ordens dos aplicativos) permitem que os Core i7 processem, na maior parte do tempo, cinco comandos por ciclo, em vez de quatro dos antecessores.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

EA oferece Red Alert original para download de graça

Para comemorar a chegada do novo Red Alert, a Electronic Arts está oferecendo gratuitamente os dois primeiros jogos da série para download.

O game original - com seus dois discos de conteúdo - está disponível para download direto dos servidores da EA. É necessário apenas baixar os arquivos, descompactá-los e depois queimar a imagem em um CD - ou usar um programa de drive virtual.

Já Red Alert 2 estará disponível também gratuitamente, mas só para quem participar do programa de pré-venda do novo jogo da série.


Para baixar os arquivos, visite a página oficial.


Command & Conquer: Red Alert 3 trará elementos de estratégia similares ao da série "principal" da EA, mas colocando Estados Unidos, União Soviética e Japão em guerra. O game é exclusivo para PC e Xbox 360, e tem lançamento previsto para 28 de novembro.

O Red Alert original chegou às lojas em 1996.

Seis coisas que você deve saber sobre o Windows Vista SP2

A Microsoft libera hoje o beta da 2a grande atualização do Vista. Veja o que você precisa saber antes de por a mão na massa.
A Microsoft confirma para esta quinta-feira (04/11) a liberação pública da versão beta do Windows Vista SP2. O sistema, que vem sendo testado desde outubro, estará disponível no site TechNet.
PC WORLD preparou uma relacão de coisas que você precisa saber antes de fazer a atualização do sistema operacional.

Vista SP2 não é para qualquer um
O SP2 beta é, como o nome sugere, um produto que ainda está em desenvolvimento. A Microsoft vem recomendando que apenas “entusiastas em tecnologia, desenvolvedores e profissionais de TI” que desejem testar o software façam o upgrade nesse momento.
A empresa aconselha usuários comuns a esperaram até que a versão final do software seja liberada, o que deve acontecer até o final do primeiro semestre de 2009. Informes não oficiais dão conta de isso pode ocorrer ainda em abril.

Uma atualização e tanto
O Windows Vista SP2 inclui inúmeras mudanças ao sistema operacional. Veja abaixo as principais delas e o que elas irão fazer por você:
- Permite a gravação de dados em discos Blu-ray
- Acrescenta ao seu sistema o pacote de funcionalidade wireless do Vista, o qual proporciona suporte à tecnologia Bluetooth mais recente – versão 2.1 – bem como para o protocolo Wi-Fi Windows Connect Now (WCN)
- Melhora o desempenho de redes Wi-Fi ao retornar do estado de dormência do sistema operacional
- Melhora a funcionalidade e desempenho da barra de feeds RSS
- Incorpora a mais recente versão do motor de busca no desktop, a Windows Seach 4
- Diminui a necessidade de recursos para executar gadgets do sidebar
- Melhoria geral de desempenho e ajustes finos do sistema operacional

Espera-se que o Windows Vista SP2 também entregue melhorias que ainda estão sendo desenvolvidas pela Microsoft, entra as quais vale citar:
Suporte a CPUs de 64-bits da Via Technologies
Introdução da tecnologia exFAT para suporte à manipulação de arquivos grandes e do sistema UTC para sincronismo de arquivos entre times zones diferentes
Melhoria do sistema de gerenciamento de energia em cerca de 10%
Adicionalmente, com o SP2 do Vista, a Microsoft corrige alguns bugs remanescentes, como os que tornam lento do desligamento do computador e erros da falha geral.

Obrigatório ter o Vista SP1
Para instalar o SP2, é necessário ter feito a atualização do Vista para o Servide Pack 1, uma vez que este beta não é cumulativo.

Coisas que podem ainda não funcionar
A Microsoft é famosa por entregar betas de Services Packs com problemas e muitas vezes são necessários inúmeros hotfix para que tais bugs sejam solucionados. Esta é mais uma razão clara para que os usuários comuns aguardem a liberação da versão final do SP2 do Vista antes de mergulhar de cabeça neste beta.

Um Service Pack melhor
É preciso fazer um elogio. A Microsoft de fato avançou com este beta que deve funcionar melhor que em versões passadas. É o primeiro SP que irá funcionar tanto no cliente (Vista) quando no servidor (Windows Server 2008) em um único pacote de atualização.

O SP2 também inclui o que a Microsoft vem chamando de ferramenta de limpeza do Service Pack (Service Pack Clean-up Tool). Ela será responsável por eliminar do computador do usuário quaisquer resquícios de versões antigas de arquivos que foram atualizados pelo SP2. Com isso, o sistema deverá ficar livre de uma série de arquivos desatualizados que costumam entupir o computador gastar preciosos megabytes do disco rígido.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Apple admite que não é a 'mãe' do iPod

Gigante da tecnologia se inspirou em aparelho criado por britânico.Inventor desenvolveu precursor do iPod em 1979.

(Kane Kramer)
O aparelho que revolucionou a forma de ouvir música não nasceu nos laboratórios da Apple -- admitiu a gigante -- mas da cabeça do britânico Kane Kramer. Aos 23 anos, em 1979, ele criou o avô do iPod - que se chamada IXI(se pronúncia AI IGS AI) . Comparado ao moderno, era bem limitado: armazenava apenas três minutos e meio de música em um chip.
(Projeto do IXI)
Mas o tamanho, posição da tela e painel era quase um retrato do atual.
Como muitos inventores, Kane tinha idéia, mas não tinha capital. Sem poder bancar a renovação da patente, ficou sem o controle da invenção - associado ao nome da Apple. Anos depois, a empresa de Cupertino se viu em um processo contra um peso-pesado do mundo da tecnologia. A Burst.com dizia que ela, sim, tinha inventado o precursor do iPod. A Apple usou os desenhos e o testemunho de Kane na Justiça para provar que não havia roubado a idéia, mas inspirado-se no jovem inventor. Cento e sessenta milhões de aparelhos já foram vendidos pelo mundo. Kane, o inventor, continua vivendo de bicos. Da Apple, ele espera uma compensação financeira, mas por enquanto, além das passagens para visitar os Estados Unidos, só ganhou um iPod, que quebrou.

iPod Touch é eleito aparelho do ano pela revista britânica 'T3'

Tocador da Apple tem domínio de 'estilo e usabilidade', segundo editor. Aparelho venceu concorrentes como laptop popular e GPS para carros.

(iPod Touch inovou linha de tocadores da Apple ao introduzir tela sensível ao toque

O Touch equipado com tela sensível a toques venceu o laptop de baixo custo Asus Eee, o sistema de navegação para automóveis GO 920, da TomTom, a câmera de vídeo compacta Sony HDR-TG3 e seis outros concorrentes.
Michael Brook, editor da "T3", afirmou que a Apple "domina a mistura de estilo e usabilidade", com sua mais recente safra de aparelhos.
"O iPod não foi o primeiro player de MP3, mas foi, e continua sendo, o melhor, por larga margem", disse ele. "O iPhone não foi o primeiro celular inteligente, mas foi o primeiro que todo homem, cachorro e pulgas do cachorro dele venderiam braços e pernas para comprar."

Outros vencedores
A Apple conquistou outros três prêmios: melhor aparelho para pessoas em trânsito (iPhone); melhor aparelho de música (iPod Touch 32GB); e um prêmio dado pelo blog da revista, Gadget Candy (MacBook Air).
A segunda cerimônia anual de premiação da revista foi realizada em Park Lane, no centro de Londres, quinta-feira à noite, apresentada por James Nesbitt, ator de "Cold Feet".
Mais de 54 mil leitores votaram para escolher 11 dos prêmios, entre os quais o de aparelho do ano. Os demais foram selecionados pela T3.

Veja a lista completa de vencedores:
- Aparelho do ano: Apple iPod Touch
- Melhor aparelho de música: Apple iPod Touch 32GB
- Melhor aparelho de imagem: Nikon D60
- Mais bonito: Audi R8
- Melhor da nova mídia: BBC iPlayer
- Melhor game: Nintendo "Wii fit"
- Brinquedo do ano: game "Guitar hero"
- Aparelho móvel: Apple iPhone
- Gadget Candy: Apple MacBook Air
- Inovação do ano: televisor OLED Sony XEL-1
- Aparelho ecológico: Honda Civic Hybrid
- Prêmio de alta definição: Sony PlayStation 3
- Aparelho doméstico: televisão digital Sky+ HD
- Aparelho indispensável: TomTom GO 930

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Sensor de movimento do iPhone simplifica versão portátil de 'Spore'

Jogador gira o aparelho para movimentar sua criatura na tela. Para criar um bicho, basta clicar e arrastar os membros escolhidos.

(Comer e não ser comido é o objetivo de Spore no iPhone)

O estande de jogos da Electronic Arts na E3, em Los Angeles, tem um dos lançamentos mais aguardados da nova safra de games portáteis. É a versão de "Spore", o simulador de vida no universo, para o iPhone.
Nas outras plataformas, como computador e o portátil DS, o jogador cria seus seres e os solta no mundo para que possam evoluir.
No iPhone a história é a mesma, mas o processo é mais simples, com toques na tela, você aponta e arrasta os membros que pretende colocar em sua criatura. A etapa seguinte aproveita o acelerômetro do iPhone e simplifica a tarefa de controlar os seres pelos cenários. Basta girar o aparelho para direcionar a criatura, fazendo-a fugir dos inimigos maiores, sem perder a chance de comer os mais fracos. O objetivo é eliminar um certo número de seres para avançar de fase.
Não existe vida em sociedade, como na versão do jogo para outras plataformas, mas é possível habilitar novos itens para melhorar a evolução do bicho. Outra função permite que fotos tiradas pelo iPhone sejam usadas para ilustrar a pele dos animais.
Com 35 fases espalhadas por 7 mundos, "Spore" para iPhone está à venda pela loja iTunes em setembro.

(Jogador gira iPhone para controlar sua criatura em 'Spore')

Designer 'prevê' novo formato para videogame portátil da Sony

Protótipo de PSP teria tela flexível e poderia ser enrolado. Idéia é do designer Tai Chem, divulgada pelo blog Yanko Design.

O designer Tai Chem parece não estar satisfeito com as novidades anunciadas pela Sony para o portátil PSP em agosto. O blog "Yanko Design" traz um projeto conceitual criado pelo designer, que transforma radicalmente o formato do videogame. Confira abaixo as imagens do PSP fictício com tela flexível e duas alavancas de controle.

Tela OLED flexível permitiria que PSP fosse enrolado, diminuindo seu tamanho durante o transporte.
Portátil da Sony também teria caixas de som laterais e duas alavancas de comando, simulando o controle de PlayStation 2 e 3.
Simulação ao quadrado: imagem mostra uma suposta versão de 'Resident evil 5' na tela doportátil

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Web 3.0

Introdução a Como funcionará a Web 3.0
Você decidiu ir ao cinema e comer alguma coisa depois. Você está a fim de uma comédia e de uma comida mexicana (em inglês) incrivelmente temperada. Ao iniciar seu PC, você abre )um navegador da Web e acessa o Google para
procurar um cinema, um filme e informações sobre o restaurante.(Veremos futuras versões da Web através de dispositivos como esse pequeno monitor preso à cabeça?­). Você precisa saber que filmes estão em exibição nas salas mais próximas, então você passa um tempo lendo a sinopse de cada filme antes de decidir. Além disso, você quer ver quais restaurantes mexicanos estão perto de cada uma dessas salas
E você pode querer dar uma olhada nas críticas dos clientes dos restaurantes. No total, você visita meia dúzia de
sites antes de sair.
Alguns especialistas em Internet crêem que a próxima geração da Web, Web 3.0, tornará tarefas como a pesquisa sobre filmes e sobre
comida mais rápidas e mais fáceis. Em vez de múltiplas pesquisas, você poderá digitar uma ou duas frases complexas no seu navegador Web 3.0 e a rede fará o resto. No nosso exemplo, você poderia digitar "Eu quero ver um filme engraçado e depois comer em um bom restaurante mexicano. Quais são minhas opções?" O navegador Web 3.0 irá analisar sua pergunta, pesquisar a Internet por todas as respostas possíveis e então, organizar os resultados para você.
Mas não é só isso. Muitos desses especialistas acreditam que o navegador Web 3.0 irá agir como um assistente pessoal. Enquanto você navega pela Web, o navegador registra seus interesses. Quanto mais você usa a rede, mais o seu navegador aprende sobre você e menos específico você precisará ser quando perguntar alguma coisa. Com o tempo, você poderá fazer perguntas abertas para o navegador, como: "onde eu devo almoçar?" Seu navegador consultaria os registros de o que você gosta e o que não gosta, levaria em consideração o local onde você está e então, faria uma sugestão de uma lista de restaurantes.
Para entender o destino da Web, nós precisamos dar uma breve olhada em sua origem. Continue lendo para aprender sobre a evolução da Web.

O caminho para a Web 3.0
Entre todos os jargões e palavras de efeito da Internet que passaram a ser de conhecimento do público, a "Web 2.0" (em inglês) é provavelmente a mais conhecida. Embora muitas pessoas tenham ouvido falar dela, poucas conhecem o significado de Web 2.0. Algumas pessoas afirmam que o nome é nada mais do que uma estratégia de marketing feita para convencer os capitalistas aventureiros a investirem milhões de dólares em sites. O fato é que quando Dale Dougherty, da O'Reilly Media, lançou o termo, não existia uma definição clara. Também não havia qualquer acordo sobre a existência de uma Web 1.0.

(YouTube é um exemplo de um site de Web 2.0­)


Outras pessoas insistem que a Web 2.0 é uma realidade. Abaixo, em resumo, as características da Web 2.0.

- A possibilidade de os visitantes alterarem páginas da Web - a Amazon permite que os visitantes postem avaliações de produtos. Utilizando um formulário online, o visitante pode acrescentar informações às páginas da Amazon que outros futuros visitantes poderão ler.

- Utilização de páginas para ligar pessoas a outros usuários - sites de relacionamento como o Facebook e o MySpace são populares porque tornam fácil para os usuários encontrar outros usuários e manter contato.

- Métodos rápidos e eficazes de compartilhar conteúdo - o YouTube é o exemplo perfeito. Um membro do YouTube pode criar um vídeo e fazer o upload do conteúdo para que outros possam assisti-lo em menos de uma hora.

- Novas maneiras de conseguir informação - atualmente, os internautas podem se inscrever em serviços de Really Simple Syndication (RSS) e receber notificações de atualizações daquela página enquanto uma conexão de Internet estiver disponível.

-Expandir o acesso à Internet para além do computador - muitas pessoas acessam a Internet por meio de dispositivos como telefones celulares ou consoles de videogames. Alguns especialistas esperam que em pouco tempo os consumidores tenham acesso à Internet através da TV e outros dispositivos.

Pense na Web 1.0 como uma biblioteca. Você pode utilizá-la como uma fonte de informação, mas não pode contribuir ou alterar a informação de nenhuma maneira. A Web 2.0 (em inglês) é mais como um grande grupo de amigos e conhecidos. Você pode utilizá-la para receber informação, mas também pode contribuir com a conversa e torná-la uma experiência mais rica.
Enquanto algumas pessoas ainda estão tentando se acostumar com a Web 2.0, outras já estão pensando sobre o que está por vir. Como será a Web 3.0? Quais serão as diferenças em relação à Web que utilizamos hoje? Ela será uma mudança revolucionária ou será tão sutil que nem perceberemos a diferença?
Como os especialistas em Internet acham que será a próxima geração da World Wide Web? Continue lendo para descobrir.

Fundamentos da Web 3.0
Os especialistas em Internet acham que a Web 3.0 será como ter um assistente pessoal que sabe praticamente tudo sobre você e que pode acessar toda a informação da Internet para responder qualquer pergunta sua. Muitos comparam a Web 3.0 com um banco de dados gigante. Enquanto a Web 2.0 utiliza a Internet para conectar pessoas, a Web 3.0 servirá para conectar informações. Alguns especialistas acreditam que a Web 3.0 substituirá a rede atual enquanto outros acreditam que ela existirá como uma rede independente.

(Planejando uma fuga tropical? A Web 3.0 poderá ajudar a simplificar seus planos de viagem.­­)


É mais fácil entender o conceito com um exemplo. Vamos supor que você esteja pensando em tirar umas férias. Você deseja visitar um lugar quente e tropical e reservou um orçamento de US$ 3.000 para a sua viagem. Você deseja ficar em um bom lugar, mas não quer que isso custe muito em seu orçamento. Você também quer fazer um bom negócio com as passagens de avião.
Com a tecnologia da Web disponível atualmente, você teria que pesquisar bastante para encontrar as melhores opções para as férias. Você teria que pesquisar possíveis destinos e decidir o mais adequado para você. Você poderia visitar dois ou três sites de viagens e comparar preços de passagens aéreas e hotéis. Você gastaria muito tempo pesquisando pelos vários resultados obtidos por um site de busca. Todo o processo levaria horas.
De acordo com alguns especialistas em Internet, com a Web 3.0 você poderá relaxar e deixar que a Internet faça todo o trabalho por você. Você pode usar um serviço de busca e especificar os parâmetros da pesquisa. O navegador então junta, analisa e apresenta os dados de uma maneira que tornará possível a comparação em um piscar de olhos. Ele pode fazer isso porque a Web 3.0 será capaz de compreender a informação da Web.
Agora mesmo, quando você usa uma site de busca, o site ainda não é capaz de entender realmente o que você pesquisa. Ele procura por páginas que contêm as palavras-chaves presentes em seus termos de busca. O site de busca não pode afirmar se a página é realmente relevante para a sua pesquisa. Ele só pode dizer que a palavra-chave aparece naquela página. Por exemplo, se você pesquisar pelo termo "Saturno", provavelmente terá resultados de algumas páginas sobre o planeta Saturno e de outras sobre sobre o fabricante do carro Saturno.
Um site de busca da Web 3.0 poderia encontrar não só as palavras-chaves de sua pesquisa, mas também interpretaria o contexto do pedido. Ele retornaria resultados relevantes e faria sugestões de outros conteúdos relacionados aos seus termos de busca. No nosso exemplo de férias, se você digitasse "destinos tropicais de férias com custo abaixo de US$ 3.000" como uma busca, o navegador da Web 3.0 poderia incluir uma lista de atividades divertidas ou excelentes restaurantes relacionados aos resultados da pesquisa. Ele trataria toda a Internet como um enorme banco de dados de informação disponível para qualquer pesquisa.

A Web 3.0 se aproxima
Você nunca sabe como realmente será a tecnologia do futuro. No caso da Web 3.0, a maioria dos especialistas em Internet concorda sobre suas características gerais. Eles acreditam que a Web 3.0 oferecerá aos usuários experiências mais ricas e mais relevantes. Muitos também acreditam que com a Web 3.0, todos os usuários terão um único perfil na Internet baseado no histórico de navegação de cada um. A Web 3.0 utilizará esse perfil para ajustar a experiência de navegação de cada indivíduo. Isso significa que se duas pessoas diferentes realizassem uma pesquisa na Internet com as mesmas palavras-chaves utilizando o mesmo serviço, elas receberiam resultados diferentes determinados por seus perfis individuais.

(A Web 3.0 irá se conectar a seus gostos individuais e hábitos de navegação­)

As tecnologias e os softwares necessários para esse tipo de aplicação ainda não amadureceram. Serviços como o TiVO (em inglês) e o Pandora fornecem conteúdo individual baseado nos usuários, mas ambos dependem de uma abordagem de tentativa e erro que não é tão eficaz quanto os especialistas dizem que a Web 3.0 será. Mais importante ainda, tanto o TiVO quanto o Pandora possuem um escopo limitado de programas de TV e música respectivamente, ao passo que a Web 3.0 irá envolver toda a informação da Internet
Alguns especialistas acreditam que a base da Web 3.0 serão as interfaces de programação de aplicações (APIs). Uma API é uma interface designada a permitir que os desenvolvedores criem aplicações que tirem vantagem de certos conjuntos de recursos. Muitos sites da Web 2.0 incluem APIs que dão aos programadores acesso aos dados e às capacidades únicos dos sites. Por exemplo, a API do Facebook permite que os desenvolvedores criem programas que utilizam o Facebook como uma plataforma para jogos, testes de conhecimentos gerais, avaliações de produtos e muito mais.
Uma tendência da Web 2.0, que poderia auxiliar no desenvolvimento da Web 3.0, é o mashup. Um mashup é a combinação de dois ou mais aplicativos em um único aplicativo. Por exemplo, um desenvolvedor poderia combinar um programa que permitisse aos usuários avaliar restaurantes com o Google Maps. O novo aplicativo mashup poderia exibir não só as avaliações dos restaurantes, mas também os mapearia para que o usuário pudesse ver as localizações. Alguns especialistas em Internet acreditam que a criação de mashups será tão fácil na Web 3.0 que qualquer pessoa será capaz de fazer isso.


"Widgets
Os widgets são pequenos aplicativos que as pessoas inserem em páginas da Web copiando linhas de código e incorporando-as ao código de uma página. Eles podem ser jogos, servidores de notícias, players de vídeo ou qualquer outra coisa. Alguns prognosticadores da Internet crêem que a Web 3.0 permitirá que os usuários combinem widgets para fazer mashups apenas clicando e arrastando alguns ícones para dentro de uma caixa em uma página. Deseja um aplicativo que mostre onde as notícias estão acontecendo? Combine um servidor de notícias com um ícone do Google Earth e a Web 3.0 faz o resto. Como? Bem, ninguém descobriu ainda como fazer essa parte."


Outros especialistas acreditam que a Web 3.0 vai surgir do começo. Em vez de utilizar o HTML como linguagem básica de codificação, ela irá depender de alguma linguagem nova e ainda sem nome. Esses especialistas sugerem que seria mais fácil começar do básico do que tentar mudar a Web atual. Todavia, essa versão da Web 3.0 é tão teórica que é praticamente impossível dizer como ela funcionará.
O homem responsável pela World Wide Web tem sua própria teoria de como será o futuro da Web. Ele a chama de Web Semântica e muitos especialistas em Internet se apóiam em seu trabalho quando falam sobre a Web 3.0. O que é exatamente a Web Semântica?


A Web Semântica
Tim Berners-Lee inventou a World Wide Web em 1989. Ele a criou como uma interface para a Internet e como um método de as pessoas compartilharem informações entre si. Berners-Lee discute a existência da Web 2.0 (em inglês), chamando-a de "nada mais do que um jargão sem sentido" [fonte: Register (em inglês)]. Berners-Lee ainda afirma que ele pretendia que a World Wide Web fizesse tudo o que Web 2.0 deve fazer

(Tim Berners-Lee, o inventor da World Wide Web­)

A visão de Berners-Lee para a futura Web é similar ao conceito da Web 3.0. Ela é chamada de Web Semântica. Neste momento, a estrutura da Web é ajustada para os humanos. É fácil para nós visitarmos uma página da Web e compreendermos seu sentido. Os computadores não conseguem fazer isso. Um site de busca pode ser capaz de analisar palavras-chaves, mas não consegue entender como essas palavras são usadas no contexto de uma página.
Com a Web Semântica, os computadores analisarão e interpretarão as informações das páginas utilizando agentes de software. Esses agentes serão programas que navegarão através da Web, procurando informações relevantes. Eles serão capazes disso porque a Web Semântica terá conjuntos de informação chamados de ontologias. Em termos de Internet, uma ontologia é um arquivo que define as relações entre um grupo de termos. Por exemplo, o termo "primo" se refere à relação familiar entre duas pessoas que compartilham um conjunto de avós. Uma ontologia da Web Semântica definiria cada papel familiar da seguinte maneira:


- avô: um ancestral direto há duas gerações do sujeito;
- pais: um ancestral direto há uma geração do sujeito;
- irmão ou irmã: alguém que compartilha os mesmos pais do sujeito;
- sobrinho ou sobrinha: filho do irmão ou da irmã do sujeito;
- tio ou tia: irmão ou irmã de um dos pais do sujeito;
- primo: filho de uma tia ou de um tio do sujeito.

Para a Web Semântica ser eficaz, as ontologias precisam ser detalhadas e compreensivas. No conceito de Berners-Lee, elas existiriam na forma de metadados. Os metadados são informações incluídas nos códigos das páginas da Web e são invisíveis aos humanos, mas perceptíveis pelos computadores.
A construção de ontologias requer muito trabalho. De fato, esse é um dos grandes obstáculos que a Web Semântica enfrenta. As pessoas estarão dispostas a aplicar o esforço necessário para fazer ontologias compreensivas em seus sites? Elas irão manter essas ontologias enquanto ocorrem mudanças nos sites? Críticas sugerem que a tarefa de criar e manter tais arquivos complexos é trabalho demais para a maioria das pessoas.
Por outro lado, algumas pessoas realmente gostam de rotular ou identificar objetos e informações da Web. As identificações da Web categorizam o objeto ou informação identificados. Vários blogs incluem uma opção de identificação, tornando fácil classificar as postagens sob tópicos específicos. Sites de compartilhamento de fotos como o Flickr permitem que os usuários identifiquem as imagens. O Google até mesmo transformou isso em um jogo: o Google Image Labeler coloca duas pessoas uma contra a outra em uma disputa de identificação. Cada jogador tenta criar o maior número de identificações relevantes para uma série de imagens. De acordo com alguns especialistas, a Web 3.0 será capaz de pesquisar identificações e rótulos e mostrar os resultados mais relevantes para o usuário. Talvez a Web 3.0 combine o conceito da Web Semântica de Berners-Lee com a cultura de identificação da Web 2.0.
Embora a Web 3.0 esteja mais para teoria do que para realidade, isso não impediu que as pessoas tentassem adivinhar o que está por vir.
Além da Web 3.0
Seja qual for o nome que damos à próxima geração da Web, o que virá depois dela? As teorias variam desde previsões conservadores até adivinhações que parecem coisas de filmes de ficção científica.

(Paul Otellini, CEO e presidente da Intel, discute a crescente importância dos dispositivos móveis para a Web no 2008 International Consumer Electronics Show­)
- De acordo com o especialista em tecnologia e empresário Nova Spivack, o desenvolvimento da Web acontece em ciclos de 10 anos. Na primeira década da Web, muito de seu desenvolvimento estava focado nos bastidores, ou na infra-estrutura, da Web. Os programadores criaram os protocolos e as linguagens de código que usamos para fazer páginas da Web. Na segunda década, o foco mudou para a linha de frente e a era da Web 2.0 (em inglês) teve seu início. Agora, as pessoas usam as páginas da Web como plataformas para outros aplicativos. Elas também criam mashups e experimentam maneiras de tornar as experiências da rede mais interativas. Agora nós estamos no fim do ciclo da Web 2.0. O próximo ciclo será a Web 3.0 e o foco voltará aos bastidores. Os programadores refinarão a infra-estrutura da Internet para suportar as capacidades avançadas dos navegadores da Web 3.0. Quando essa fase estiver terminada, nós entraremos na era da Web 4.0. O foco retornará para a linha de frente e veremos milhares de novos programas que utilizarão a Web 3.0 como base [fonte: Nova Spivack (em inglês)].
- A Web evoluirá para um ambiente tridimensional. Em vez de uma Web 3.0, nós veremos uma Web 3D. Combinando elementos de realidade virtual com os mundos permanentes dos jogos online para múltiplos jogadores (MMORPGs), a Web poderia se tornar uma paisagem digital que incorpora a ilusão de profundidade. Você navegaria pela Web com uma perspectiva de 1ª pessoa ou através de uma representação digital sua chamada de avatar (para saber mais sobre a perspectiva de um avatar, leia Como funciona a Avatar Machine).
- A Web acumulará desenvolvimentos em computação distribuída e resultará em uma verdadeira inteligência artificial. Na computação distribuída, vários computadores lidam com um grande trabalho de processamento. Cada computador cuida de uma pequena parte da tarefa. Algumas pessoas acreditam que a Web será capaz de pensar ao distribuir a carga de trabalho entre milhares de computadores e de trazer referências de ontologias profundas. A Web irá se tornar um cérebro gigante capaz de analisar dados e extrapolar novas idéias independentes daquela informação.
- A Web se estenderá para muito além dos computadores e dos telefones celulares. Tudo, desde relógios até televisores e roupas, terá acesso à Internet. Os usuários estarão constantemente conectados à Web e vice-versa. Cada agente de software de um usuário aprenderá mais sobre seu respectivo usuário observando eletronicamente suas atividades. Isso pode levar a discussões sobre o equilíbrio entre a privacidade individual e o benefício de se ter uma experiência de navegação personalizada.
- A Web se fundirá com outras formas de entretenimento até que todas as distinções entre as formas de mídia sejam perdidas. Programas de rádio, programas de televisão e filmes dependerão da Web para chegar ao usuário.
É muito cedo para afirmar quais, ou mesmo se alguma, dessas versões futuras da Web se tornarão realidade. Pode ser que o verdadeiro futuro da Web seja mais extravagante do que as previsões mais extremas. Podemos apenas esperar que quando essa futura Web chegar, consigamos entrar em um acordo sobre como chamá-la.